quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

DC - Desenvolvimento Comunitário # 1 - Apresentação

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A Cadeira de Desenvolvimento Comunitário, é uma cadeira obrigatória do 2.º semestre do 3.º ano do Curso de Serviço Social - Pós Laboral do ISCSP/UTL Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, no ano letivo de 2012/13, 
cadeira esta que equivale no final a 5 créditos (ECT’s).
A Professora Auxiliar Convidada Doutora Paula Campos Pinto, (foto abaixo) é quem ministra esta cadeira, que faz parte da área científica da Política Socialtendo uma carga horária de 3 horas semanais para um total previsto de 130.
A metodologia é feita através da leitura de livros indicados aos alunos e de exposições realizadas em aula, cada aluno é convidado a exercitar o seu senso critico e espírito de análise, com o intuito de operacionalizar os conhecimentos, devendo contudo serem promovidas atividades que permitam a análise e aplicação de conceitos, resultando na aquisição de competências teóricas e metodológicas, que por outro lado possam ser posteriormente aplicadas pelos alunos em situações de trabalho em contexto macrossocial.
Sistema de avaliação: Avaliação contínua (apresentação oral - 50%- e apresentação escrita - 50% de trabalho de grupo) ou, em alternativa, exame final de avaliação de conhecimentos escrito (100%).
Objetivos da cadeira são: Saber diagnosticar adequadamente situações-problema e definir estratégias de intervenção social em contexto comunitário, nomeadamente:
1. Reconhecer as principais variáveis em jogo no trabalho comunitário;
2. Discutir a relação entre Desenvolvimento Comunitário, funções económicas e sociais do Estado e cidadania;
3. Identificar a estrutura conceptual do Desenvolvimento Comunitário;
4. Reconhecer a contribuição da Antropologia Aplicada, da Sociologia de Intervenção e da Abordagem Sistémica para o Desenvolvimento Comunitário;
5. Descrever e discutir a metodologia do Desenvolvimento Comunitário nas suas diversas fases;
6. Aplicar o Desenvolvimento Comunitário a várias situações.
Espera-se que os estudantes desenvolvam competências:
- De caracterização dos diferentes contextos de trabalho em comunidade;
- De utilização de técnicas adequadas em contextos diferenciados;
- Para saber situar-se em termos emocionais perante situações potencialmente violentas.
A Bibliografia adotada é entre outros livros, os abaixo indicados:
Carmo, Hermano (1999) "Desenvolvimento Comunitário" Lisboa,  Universidade Aberta, 2ª edição, 304 pgs. 17,16 €.
Carmo, Hermano (2000), 'A Atualidade do Desenvolvimento Comunitário como estratégia de Intervenção Social. , in Actas da 1ª Conferência sobre Desenvolvimento Comunitário e Saúde Mental, Lisboa, ISPA
O Programa, desta cadeira é aqui exposto, capítulo a capítulo e visa orientar o desenvolvimento das aulas e respectivas datas, tendo iniciado a 20 de setembro de 2013.
1. O processo de intervenção social em comunidades
2. As alterações do ambiente de intervenção social
3. O desenvolvimento comunitário: enquadramento geral
4. Antropologia aplicada (AA) e desenvolvimento comunitário
5. Sociologia de intervenção e desenvolvimento comunitário
6. Metodologia da intervenção comunitária
7. Campos específicos do desenvolvimento comunitário

Professora Doutora Paula Campos Pinto
Post de 3.5'minutos.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

PH - Políticas de Habitação # Apresentação

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A Cadeira de Políticas de Habitação, é uma cadeira opcional do 2.º semestre do 3.º ano do Curso de Serviço Social - Pós Laboral do ISCSP/UTL Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, no ano letivo de 2012/13, cadeira esta que equivale no final a 5 créditos, 5 ECTS.

O Professor Assistente Dr. Albino Cunha, (foto ao lado) é quem ministra esta cadeira, que faz parte da área cientifica da Política Social, tendo uma carga horária de 3 horas semanais para um total previsto de 130.

A metodologia adotada é o ensino teórico-prático, com exposições tematicas com recurso a apresentações multimédia, power-point, análise, discussão de textos e orientação de trabalhos que serão feitos abordando os seguintes dois temas abaixo:
1 - As cidades Amigas do Idoso
2 - As cidades Amigas da Criança
Objetivos da cadeira são, permitir compreender as orientações da políticas públicas voltadas para a habitação.
A Bibliografia recomendada é uma vasta lista que consta no descritor da disciplina, ver anexo abaixo.
O Programa, o programa da cadeira é aqui exposto, capítulo a capítulo e visa orientar o desenvolvimento das aulas e respectivas datas, tendo iniciado a 17 de setembro de 2012.

0. Apresentação
1- Conteúdo programático – 18/02
2- Informações sobre avaliação e trabalhos de grupo – 18/02

I. Introdução teórico-conceptual
1- Enquadramento da habitação: Direitos e Políticas Sociais – 25/02
2- Fatores e Processos da influência das opções políticas – 25/02
3- O Sistema de Estado de Bem-estar da Sociedade Portuguesa – 25/02
4- Diretrizes e tendências europeias – 25/02
5- Evolução da Política de Habitação em Portugal - 25/02

II. O Setor da Habitação em portugal
1. Característica do parque habitacional e da população – 04/03

III. A política de Habitação: Orientações programáticas
1- O Programa do governo para a área da habitação – 11/03
2- Planos Nacionais e programas com importância para a área da habitação – 11/03
3- Programa das Nações Unidas: Cidades Saudáveis – 11/03
4- O Planeamento estratégico em matéria de habitação – 11/03

IV. Habitação e Realojamento
1- Modelos, boas práticas e casos de estudo – 18/03
2- Normas e regulamentos o RGEU – 18/03
3- Programas de Realojamento – 18/03

V. Viver (n)a Cidade
1- O Planeamento do espaço para as pessoas – 08/04
2- As funções da cidade – 08/04

VI. Trabalho de Grupo
1.     Apresentações – de 15 a 27/04

2.     Entrega de Texto escrito 27/04

Componente Prática / Recursos Pedagógicos.

  • Tema a Abordar: Cidades amigas do Idoso
A construção desenfreada das cidades nos anos 60 e 70 primou pela teoria do betão. Era preciso encaixar as pessoas e instalá-las em casas. Hoje, o conceito mudou radicalmente e as cidades têm mais que adaptar-se aos habitantes do que o contrário. É preciso que haja harmonia nos espaços e um ambiente variado. Tendo em conta que as populações da Europa estão a envelhecer e será necessário munir estes novos espaços com serviços dirigidos aos mais velhos em áreas como apoio comunitário, serviços de saúde, transportes, habitação e espaços abertos, que promovam a inclusão e a participação social.
Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações

  • Tema a Abordar: Cidades Amigas da Criança.
Uma iniciativa internacional que promove a participação da criança nos governos locais. Uma "cidade amiga da criança" é definida como qualquer sistema local de governança – urbano ou rural, amplo ou restrito – comprometido com a realização dos direitos da criança nos termos da Convenção. A Iniciativa Internacional Cidades Amigas da Criança (CFCI) foi lançada em 1996 para promover a resolução aprovada na segunda Conferência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (Habitat II), que transforma as cidades em locais habitáveis por todos. A conferência declarou que o bem-estar da criança é o principal indicador de um habitat saudável, de uma sociedade democrática e de boa governança.


Documentos para download - Recursos pedagógicos

PF - Políticas de Habitação / Descritor - Download Aqui.
Comunicação Académica - Testes de Capacidade - Download Aqui.
Sumário - Download Aqui.
Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade Entre Gerações - Download Aqui.
Guia Global da Cidade Amiga do Idoso - Download Aqui.
Cidades Amigas da Criança - Download Aqui.
Portugal Adere às Cidades Amigas da Criança - Download Aqui.
Situação Mundial da Infância 2012 - Download Aqui
Relatório Situação da Infância 2012 - Download Aqui

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Horário do 2º Semestre do 3º Ano - SS-PL

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Iniciou no dia 18 de fevereiro no ISCSP Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da UTL Universidade Técnica de Lisboa, o segundo semestre de estudos, pelo que adicionei acima o horário do Curso de Serviço Social do 3.º Ano do Pós-Laboral,
do qual serão feitos os apontamentos aqui postados para partilhar com a comunidade estudantil da área do Serviço Social.

Neste novo semestre, a UTL Universidade Técnica de Lisboa, deixa de existir, devido à fusão entre as universidades técnica e clássica, que fundidas desde 1 de janeiro, são agora uma só instituição cujo nome adotado é UNIVERSIDADE DE LISBOA, os alunos de ambas as universidades passam a ser a maior comunidade universitária de Portugal, quer a nível da população de alunos, quer de docentes, bem como de pólos universitários e em oferta de cursos superiores, do primeiro ciclo do ensino superior (licenciaturas), pós-graduações, mestrados e doutoramentos.

O Semestre é relativamente curto, devido a férias de Carnaval e Páscoa, resumindo-se a meros três meses e meio, terminando dia 31 de maio, seguindo-se as épocas normal e de recurso a exames.

O novo semestre agora iniciado, terá uma componente didatica mais voltada para a práticae as políticas públicas e sociais, como Desenvolvimento Comunitário, ministrado pela Professora Paula Campos Pinto; Intervenção Psicossocial, ministrado pela Professora Carla Pinto; Planeamento Socioeconómico, ministrado pelo Professor Jorge Rio Cardoso, Política de Habitação, lecionada pelo Professor Albino Cunha; Política da Saúde, lecionada pela Professora Vitória Mourão; Politica do Emprego e Formação Profissional, pela Professora Rosária Ramos.

As disciplinas abaixo citadas, serão por mim mencionadas através de siglas, como: DC - Desenvolvimento Comunitário; IP- Intervenção Psicossocial;  PEFP- Política do Emprego e Formação Profissional; PH- Política da Habitação;  PS- Política da Saúde e por fim PSE- Planeamento Socioeconómico.
Clicar na imagem acima para visualizar.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Dircurso de Silo - O Fim do Sofrimento

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A cura do sofrimento (Punta de Vacas, Argentina. 04/05/69)
Texto na integra de http://www.movimentohumanista.com

1 - Durante a ditadura militar argentina, tinha sido proibida a realização de todo e qualquer ato público nas cidades. Por conseguinte, escolheu-se uma paragem isolada, conhecida como Punta de Vacas, perto da fronteira entre o Chile e a Argentina. Desde muito cedo as autoridades controlaram as rotas de acesso. Distinguiam-se ninhos de metralhadoras, veículos militares e homens armados. Para aceder ao local era necessário exibir documentação e dados pessoais, o que criou alguns conflitos com a Imprensa internacional. Num magnífico cenário de montes nevados, Silo começou a sua alocução perante um auditório de duzentas pessoas. O dia era frio e soalheiro. Por volta das 12h. tudo tinha acabado.
2 - Esta é a primeira intervenção pública de Silo. Com uma envolvente mais ou menos poética, explica-se que o conhecimento mais importante para a vida (“a real sabedoria”) não coincide com o conhecimento de livros, de leis universais, etc., mas sim que é uma questão de experiência pessoal, íntima. O conhecimento mais importante para a vida está referido à compreensão do sofrimento e à sua superação.
Em seguida, expõe-se uma tese muito simples, em várias partes: 1. Começa-se por distinguir entre a dor física e os seus derivados, sustentando que podem retroceder graças ao avanço da ciência e da justiça, à diferença do sofrimento mental que não pode ser eliminado por elas; 2. Sofre-se por três vias: a da percepção, a da recordação e a da imaginação; 3. O sofrimento denuncia um estado de violência; 4. A violência tem como raiz o desejo; 5. O desejo tem diferentes graus e formas. Atendendo a isto (“pela meditação interna), pode-se progredir. Assim: 6. O desejo (“quanto mais grosseiros são os desejos”) motiva a violência, que não fica no interior das pessoas, antes contamina o meio de relação; 7. Observam-se diferentes formas de violência e não somente a primária, que é a violência física; 8. É necessário contar com uma conduta simples que oriente a vida (“cumpre com mandamentos simples”): aprender a levar a paz, a alegria e sobretudo a esperança.
Conclusão: a ciência e a justiça são necessárias para vencer a dor na espécie humana. A superação dos desejos primitivos é imprescindível para vencer o sofrimento mental. Se vieste escutar um homem de quem se supõe que transmite a sabedoria, enganaste-te no caminho, porque a real sabedoria não se transmite por meio de livros nem de arengas; a real sabedoria está no fundo da tua consciência como o amor verdadeiro está no fundo do teu coração.

Se vieste empurrado pelos caluniadores e os hipócritas para escutar este homem, a fim de que o que escutas te sirva depois como argumento contra ele, enganaste-te no caminho, porque este homem não está aqui para te pedir nada, nem para te usar, porque não precisa de ti.

Escutas um homem desconhecedor das leis que regem o Universo, desconhecedor das leis da História, ignorante das relações que regem os povos. Este homem dirige-se à tua consciência a muita distância das cidades e das suas ambições enfermas. Lá nas cidades, onde cada dia é um afã truncado pela morte, onde ao amor sucede o ódio, onde ao perdão sucede a vingança; lá nas cidades dos homens ricos e pobres; lá nos imensos campos dos homens, pousou um manto de sofrimento e de tristeza. 

Sofres quando a dor morde o teu corpo. Sofres quando a fome se apodera do teu corpo. Mas não sofres só pela dor imediata do teu corpo, pela fome do teu corpo. Sofres também pelas consequências das enfermidades do teu corpo.

Deves distinguir dois tipos de sofrimento. Há um sofrimento que se produz em ti mercê da doença (e esse sofrimento pode retroceder graças ao avanço da ciência, assim como a fome pode retroceder, mas graças ao império da justiça). Há outro tipo de sofrimento que não depende da doença do teu corpo, mas que deriva dela: se estás impedido, se não podes ver, ou se não ouves, sofres; mas ainda que este sofrimento derive do corpo, ou das doenças do teu corpo, tal sofrimento é da tua mente.

Há um tipo de sofrimento que não pode retroceder face ao avanço da ciência nem face ao avanço da justiça. Esse tipo de sofrimento, que é estritamente da tua mente, retrocede face à fé, face à alegria de viver, face ao amor. Deves saber que este sofrimento está sempre baseado na violência que há na tua própria consciência. Sofres porque temes perder o que tens, ou pelo que já perdeste, ou pelo que desesperas alcançar. Sofres porque não tens, ou porque sentes temor em geral... Eis os grandes inimigos do homem: o temor à doença, o temor à pobreza, o temor à morte, o temor à solidão. Todos estes são sofrimentos próprios da tua mente; todos eles denunciam a violência interna, a violência que há na tua mente. Repara que essa violência deriva sempre do desejo. Quanto mais violento é um homem, mais grosseiros são os seus desejos.

Gostaria de te propor uma história que aconteceu há muito tempo.

Existiu um viajante que teve que fazer uma longa travessia. Então, atou o seu animal a uma carroça e empreendeu uma longa marcha rumo a um longínquo destino e com um limite fixo de tempo. Ao animal chamou-lhe Necessidade, à carroça Desejo, a uma roda chamou-lhe Prazer e à outra Dor. Assim então, o viajante levava a sua carroça para a direita e para a esquerda, mas sempre rumo ao seu destino. Quanto mais velozmente andava a carroça, mais rapidamente se moviam as rodas do Prazer e da Dor, ligadas como estavam pelo mesmo eixo e transportando como estavam a carroça do Desejo. Como a viagem era muito longa, o nosso viajante aborrecia-se. Decidiu então decorá-la, ornamentá-la com muitas belezas, e assim foi fazendo. Porém, quanto mais embelezou a carroça do Desejo mais pesado se tornou para a Necessidade. De tal maneira que nas curvas e nas encostas empinadas, o pobre animal desfalecia, não podendo arrastar a carroça do Desejo. Nos caminhos arenosos as rodas do Prazer e do Sofrimento enterravam-se no solo. Assim, desesperou um dia o viajante porque era muito longo o caminho e estava muito longe do seu destino. Decidiu meditar sobre o problema nessa noite e, ao fazê-lo, escutou o relincho do seu velho amigo. Compreendendo a mensagem, na manhã seguinte desbaratou a ornamentação da carroça, aliviou-a dos seus pesos e muito cedo levou o seu animal a trote, avançando rumo ao seu destino. No entanto, tinha perdido um tempo que já era irrecuperável. Na noite seguinte, voltou a meditar e compreendeu, por um novo aviso do seu amigo, que tinha agora de acometer uma tarefa duplamente difícil porque significava o seu desprendimento. Muito de madrugada, sacrificou a carroça do Desejo. É certo que ao fazê-lo perdeu a roda do Prazer, mas com ela também a roda do Sofrimento. Montou o animal da Necessidade e, em cima do seu lombo, meteu-se a galope pelas verdes pradarias até chegar ao seu destino.

Repara como o desejo te pode encurralar. Há desejos de diferente qualidade. Há desejos mais grosseiros e há desejos mais elevados. Eleva o desejo, supera o desejo, purifica o desejo, que haverás certamente de sacrificar com isso a roda do prazer, mas também a roda do sofrimento.

A violência no homem, movida pelos desejos, não fica só como doença na sua consciência, antes actua no mundo dos outros homens, exercitando-se com o resto das pessoas. Não creias que falo de violência referindo-me apenas ao facto armado da guerra, em que uns homens destroçam outros homens. Essa é uma forma de violência física. Há uma violência económica: a violência económica é aquela que te faz explorar outro; a violência económica dá-se quando roubas outro, quando já não és irmão do outro, mas sim ave de rapina para o teu irmão. Há, além disso, uma violência racial: achas que não exercitas a violência quando persegues outro que é de uma raça diferente da tua, achas que não exerces violência quando o difamas por ser de uma raça diferente da tua? Há uma violência religiosa: achas que não exercitas a violência quando não dás trabalho, ou fechas as portas, ou despedes alguém, por não ser da tua mesma religião? Achas que não é violência cercar aquele que não comunga os teus princípios por meio da difamação; cercá-lo na sua família, cercá-lo entre a sua gente querida, porque não comunga a tua religião? Há outras formas de violência que são as impostas pela moral filisteia. Tu queres impor a tua forma de vida a outro, tu deves impor a tua vocação a outro... mas quem te disse que és um exemplo que se deve seguir? Quem te disse que podes impor uma forma de vida porque a ti te apraz? Onde está o molde e onde está o tipo para que tu o imponhas?... Eis outra forma de violência. Só podes acabar com a violência em ti e nos outros e no mundo que te rodeia pela fé interior e pela meditação interior. Não há falsas portas para acabar com a violência. Este mundo está prestes a explodir e não há forma de acabar com a violência! Não procures falsas portas! Não há política que possa solucionar este afã de violência enlouquecido. Não há partido nem movimento no planeta que possa acabar com a violência no mundo... Dizem-me que os jovens em diferente latitudes estão a procurar falsas portas para sair da violência e do sofrimento interior. Procuram a droga como solução. Não procures falsas portas para acabar com a violência.

Irmão meu: cumpre com mandamentos simples, como são simples estas pedras e esta neve e este sol que nos bendiz. Leva a paz em ti e leva-a aos outros. Irmão meu: além, na História, está o ser humano mostrando o rosto do sofrimento, olha esse rosto do sofrimento... mas recorda que é necessário seguir adiante e que é necessário aprender a rir e que é necessário aprender a amar. 

A ti, irmão meu, lanço esta esperança, esta esperança de alegria, esta esperança de amor, para que eleves o teu coração e eleves o teu espírito, e para que não te esqueças de elevar o teu corpo.


Sobre o Autor do Artigo

Mario Luiz Rodriguez Cobos (Silo) - Pensador, Escritor e Político, nascido em 1964 na cidade de Mendonça (Argentina),no seio de uma família da classe média, de ascendência espanhola, é conhecido pelo apelido de Silo, Formado em Ciência Política, é o fundador do Movimento Humanista Internacional e do PH Partido Humanista, também deixou uma vasta obra literária e  filosófica.


Sobre o Autor do blog UHL

 - Nasceu em 1964 em Lisboa, é estagiário em Serviço Social, numa ONG, tendo se licenciado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa - ISCSP/UL, Fundou este blog em 2007, para o debate de ideias e a defesa do ideal humanista, edita ainda outros blogs, desde filosofia à teologia e apoio autodidático. (ver o Perfil)

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